Domingo: Humor / Segunda: Bela Música - talentos / Terça: Momento romântico - Poesia - reflexão /
Quarta: Comerciais antigos / Quinta: Momento nostálgico / Sexta: Polêmico - protesto - reflexão / Sábado: Livre

terça-feira, 30 de março de 2010

31 de Março de 1964 - O pior dia da nossa História



O GOLPE

Acontecimento de destacada importância nas páginas vergonhosas da nossa história, a ditadura feroz que assassinava a sangue frio e colocava em lados opostos irmãos brasileiros civis e militares numa guerra inconseqüente, completa 46 anos de sua instauração.
A perseguição política, tortura e “sumiço” em larga escala pelas forças de repressão tornaram-se prática comum contra os que defendiam a liberdade e os direitos fundamentais do povo brasileiro. Foi apadrinhada pelos Estados Unidos que disponibilizou relevante apoio ao golpe em caso de guerra civil. Para ser mais preciso, eram 4 petroleiros, porta-aviões, porta helicópteros, 6 destróieres, esquadrilha de caças, 100 toneladas de armas leves rumo ao Brasil na chamada Operação Brother San. Operação esta não efetivada devido a decisão de Jango: “não desejo derramamento de sangue”.

Com a vontade (ingênua para uns, mas valente, autêntica e heróica para outros) de romper as cercas do pesadelo da opressão, jovens de acurado senso de compromisso humanitário optaram por morrer em pé a viver de joelhos, na chamada resistência armada contra os golpistas e seus caminhos tortos, nefastos.

A guerrilha do Araguaia, por exemplo, tem importância na derrota da ditadura iniciada em 31 de março de 64. Se não tivessem optado pela “abertura”, onde tudo isso iria parar? A abertura seria também, mais um pretexto visando o continuísmo de uma situação dramática e inaceitável desde a estréia.

A investida da repressão no Araguaia, de conseqüência estarrecedora, realizada de forma secreta, onde a imprensa nacional e internacional não tinham acesso a informações, privou da vida muitos idealistas como o gaúcho João Haas, médico dedicado a população pobre, assassinado pela ditadura e levado para Tocantinópolis, cidade onde atuava, sendo apresentado a população como bandido e não médico. Versão não aceita pelo povo que chorou a morte de tão boa pessoa.

Desculpem-me os que acreditam, inclusive as agendas escolares (por incrível que pareça), que houve uma revolução e comemoram seu aniversário, mas pensar em conceitos montados por propaganda imperialista, condenando-os e ao mesmo tempo praticando-os, mesmo que tentando demonstrar o inverso, redefine a paranóia da submissão política e alienação ideológica em pleno terceiro milênio.

Vicente Viana

Nenhum comentário:

Postar um comentário