
Decidimos que plantaríamos flores em nossos caminhos.
Seriam muitas e belas flores, todos nos admirariam.
E foi assim, ego satisfeito, orgulho nas alturas.
Muitas cores, muito brilho.
Porém, as idéias eram desprovidas de sentimentos, bastava a estampa.
O caminho de pedras e seco não foi preparado.
As flores murcharam, obscurecendo o esforço de representação ideológica.
O tempo passou e quando olhamos para trás, a insustentável dureza de ver no caminho vazio, sobras desprezíveis. Quase todos não nos olhavam mais, não nos amavam mais.
Havia os que aplaudiam.
Sempre há os que aplaudem sempre, mesmo que as flores entrem num poço escuro de um desamor profundo
Vicente Viana


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